segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

2008 !

Quanto mais vivo mais tenho a certeza : quando acabamos algo é quando queremos começar!

Começemos então! ...num novo ano : 2008.


Boas entradas em 2008 ou, se preferirem, óptimas saidas de 2007

sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007















Apontam-se armas para a escrita
Armas sem pólvora.
Pega-se numa caneta
Deambula-se entre pensamentos dispersos
Consulta-se um livro, um dicionário ...
Tomam-se as palavras como suas e partimos à acção.
Dispersa-se o cérebro. A mão segura a caneta. Os olhos centram-se na "tela visual" pretendida. Escreve-se. Traduz-se. Cria-se de novo o já criado.
Criar o criado ? Escrever numa língua diferente !
Olhar, ler, ver, escrever... traduzir.

Hoje foi apenas um retomar.
Foi apenas um mergulho disperso entre traduções incompletas.
Foi apenas o começo sem fim de um caminho incerto rumo a uma escrita filosófica incompleta.
Foi simplesmente. Foi. Foi mais um dia apenas . Um dia calmo, vivo. Violento, morto.
Mais um dia que não foi somente um dia. Foi um dia. Igual ?


quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007





















Hoje nada há para escrever.
Nada há para exprimir
Nada há para citar
Fazem-se balanços quotidianos de uma vida solipsista
Sonha-se com sonhos passados. Passados que serão futuro?
Hoje, dá-se lugar aos sentidos.
Dá-se lugar à visão
Dá-se lugar à imagem.

Enfim : Retratam-se vivências quotidianas
Prepara-se tempo para escrever
Apontam-se armas para triunfar ( ou lutar ).

Hoje coloca-se uma "gota ao acaso" num livro onde ecoam palavras invisíveis que o pensamento vê... Gota de tinta que poderia ser palavras mas que ocupa, na primeira página, o que todas as palavras existentes não conseguiriam exprimir.

segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007



Votos de um Feliz Natal . . .

segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

"Todos temos dentro de nós uma criança e um doente mental"


A pura inocência das palavras, como criança, apercebe-se de todo um dinamisco " louco" em constante acção quer na esfera do pensamento, quer da realidade.


Se formos loucos, que muitas "loucuras" façamos.

Se formos crianças, que muitas brincadeiras tenhamos .

sábado, 15 de Dezembro de 2007

Falling Stars !


Na verdade, não importa onde estamos !
Na verdade, não importa quem somos !
Na verdade, o que "importa" afinal ?



Já lá vai muito tempo que não via estrelas cadentes. Daquelas enormes, em que, olhando o céu, quase se transmite, quiça instantaneamente, a "loucura" desse momento efémero. (não serão estes momentos irracionais e instantaneos que nos marcam para uma Vida ? Porque talvez apenas interesse o caminho que realmente levamos, independentemente, talvez, do fim a que chegamos.)

Não foi uma, nem duas, e talvez nem três. Possivelmente não foram mais de dez mas deram à noite a magia que ela não teve .

Deram-lhe a alma que ela ainda "quer" ter.

Transmitiram à realidade o sonho que ela quer viver.

No fundo são daqueles momentos de plena gratuiticidade que ultrapassam qualquer sentido, ou explicação, racional ...

sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

O gelo que corre ...


Porque nada há para dizer!

quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007



"Não se fazem filmes sem película"






terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Dia Mundial das Montanhas - 11 de Dezembro

Ambiguidade paradoxal na existência

Para viver só, há que ser um animal ou um Deus - diz
Aristóteles. Falta o terceiro caso: importa ser um e outro
ao mesmo tempo - filósofo.

Nietzsche, Máximas e Dardos

Quarta Dimensão : A clausura do ser na sua aparição

Constatamos praticamente todos os dias a aparição de nós próprios em duas plataformas : aparência e realidade. Num vertiginoso correr de vida, onde deambulamos por mundos, tão próximos e tão distantes, constata-se a perenidade do pensamento em tudo: Ora pensamos isto, ora aquilo. Quiçá tanto pensamento absurdo e imaturo, mas por vezes, luzes-chave encadeiam o pensamento surgindo daí algo mais que simples pensamento: Como que um borbulhar de fervor, como a água quando está sobre o calor: Que resulta daí ? A passagem do pensamento, como estado gasoso flui por entre a liquidez de uma pequena caneta, um pedaço de papel ou, mais realisticamente, por entre extensões de fios que ligam teclas e teclas (quase como que em contra-senso com toda a arte de escrever).

Nunca estamos de fora, (ou talvez estejamos sempre de fora) : somos projectados e imputados pela nossa aparência. Porém, quantos de nós algum dia se viu como real ? Sejamos positivistas: Na verdade temos muito mais para ser que aquilo que algum dia tenhamos demonstrado ser - somos simplesmente mais dentro de nós : mais pó, mais vazio. Sim, talvez ! Mas somos algo mais que essa realidade fenoménica em que o nosso corpo se dá, em que convive embriagado por climas mesquinhos, irritantes. Mas que interessa isso ? Sabemos o que somos, o que fazemos, e mais : sabemos tantas vezes tão bem aquilo que queremos que não o demonstramos. Quase somos paradoxais !

Fechamo-nos dentro de um pestanejar de olhos , respiramos fundo. Por entre luzes de carros, iluminação nocturna e devaneios interiores, solipsistas, relembramos : Isto é a quarta dimensão! Algo inexprimível, algo único, fechado para sempre dentro de nós : Como que uma bateria que palpita no nosso coração sangue suficiente para que possa nele sentir o borbulhar que, por efeitos psicológicos, o cérebro lhe transmite.

Pensamos em acções, actos, desejos, sonhos. Pensamentos instintivamente, ou racionalmente em tudo aquilo que já fomos, que vamos ser , que queremos realmente ser: A vida, aquela vai numa estrada em excesso de velocidade mas que necessita ainda de mais, mais, mais e mais ! "parar é morrer" - Será viver estar já morto ?

Quarta dimensão ? Sim. Não somos aqui-e-agora, somos algo mais . Algo mais inexplicavel, fruto de convivências, pensamentos, instintos. Enfim sonhos que a todo o custo queremos realizar . Afinal : não somos nós sempre crianças adolescentes com vontade de sonhar ? Mais que sonhar, realizar.



sábado, 8 de Dezembro de 2007

Animalizar o Homem ou antropolizar o Animal - Reflexão quotidiana!

Então Deus disse: "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança. Que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra"
Gn 1 - 26


A história (exclusivamente humana, pois só o Homem é histórico) impulsiona o Homem numa dinâmica paradoxal e ambígua: Ciência e Religião travam fortes batalhas perante todo o processo de conhecimento. Denominamos, quiça, esse processo de conhecimento, evolução !

Não querendo de todo entrar, nem alertar, para a complexidade gigantesca de opor Religião a Ciência ( ou vice-versa) quantas e quantas vezes não são elas um mesmo olhar para o mesmo objecto de prismas totalmente distintos ? Talvez seja sempre este olhar "diferente" e talvez impossível de conciliar que faz da evolução humana um autêntico "buraco negro" na história do Universo.

No último post salientei o papel da ciência e as suas constatações empíricas na vida livre (i.e. fora do laboratório) e, voltando ao tema, saliento hoje o papel da religião : O Homem como "ser livre" e histórico que encerra em si a possibilidade de se constituir como um Deus na Terra. A citação do Livro do Génesis é eticamente condenável se a ela quisermos anexar todo o poder que o Homem tem para fazer o que bem entender. Porém, e este é fundamentalmente o ideal filosófico que a mensagem transmite, o Homem terá que possibilitar ao próximo do que ele já usufruiu, isto é, não poderá legitimar-se como dono e senhor de um Mundo só por ser animal histórico. É eu dever e legitimidade garantir ao próximo (e não apenas próximo no sentido de próximo ser humano) um "lugar ao sol".

Interessante ainda é constatar a análise feita ao casal de gansos e transporta para o Homem : "No fim de contas, os gansos são apenas seres humanos."

Erróneo ? Que maldade do autor em afirmar na frase o seu papel de Humano.

Quiça um ganso, tranquilo num lago, com algumas dezenas de pessoas em seu redor pense: "No fim de contas, os seres humanos são apenas gansos"


sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Animalizar o Homem ou antropologizar o animal ?


"Algumas pessoas, particularmente dotadas para a percepção das formas, vêem intuitivamente o tipo ideal de uma estrutura ou de um comportamento: são capazes de destacar o essencial de um tipo do pano de fundo das pequenas imperfeições acidentais. (...) Oskar Heinroth, meu mestre, qualificando a fidelidade conjugal incondicional, até à morte, dos gansos cendrados como comportamento «normal», abstraiu correctamente o tipo ideal não perturbado, sem nunca ter podido observá-lo de um modo plenamente realizado, quanto mais não seja porque a vida de um ganso pode durar meio século e o seu casamento apenas dois anos menos. No entanto, a descrição de Heinroth é justa. O tipo por ele estabelecido foi indispensável para descrever e analisar o comportamentos dos gansos, ao passo que uma norma deduzida segundo a média de numerosos casos individuais não teria sido de qualquer utilidade. Ao reler ultimamente com Helga Fisher (...) os seus relatórios descritivos do comportamento dos nossos gansos, fiquei, apesar do que acabo de dizer, bastante desiludido: esse tipo de casamento perfeito, essa fidelidade até à morte de que Heinroth fala, eram relativamente raros entre eles. Então Helga, indignada pelo meu desapontamento, fez esta notável observação: No fim de contas, os gansos são apenas seres humanos."

Lorenz, Konrad, A Agressão - Uma História Natural do Mal

quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

Oasis vegetativo