segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Verão...


Vejo borboletas,
vejo joaninhas,
Enfim: vida !

Oiço os pássaros,
Oiço a vida nos seres,
Enfim: vida !

Cheiro a terra seca,
Cheiro as novas flores,
Enfim vida !

Acaricio uma flor,
Colho uma flor,
Enfim: vida !


Quase sinto o "sabor da terra",
Quase sinto a "alegria dos seres"
Quase sinto a "chuva que quer cair"
Quase sinto as "nuvens no céu".

...Cinco sentidos de um único sentimento ?



P.S: ...Fragmentos da realidade dispersos, aqui e agora.

sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Imperativo Ético Futurista

"Age de forma a que os efeitos da tua acção sejam compatíveis com a permanência de uma vida autenticamente humana na terra" ou, ao exprimi-lo negativamente: "Age de forma a que os efeitos da tua acção não sejam destruidores da possibilidade futura de uma vida assim"...

Já agora... Uma boa leitura já com vista a um bom sol de praia :

Jean Marie Muller , O Princípio de Não Violência, Inst. Piaget

"neg - ócio"

A inacção e a ociosidade criam o tédio e este é já um tempo morto.

Jean Marie Muller

quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Uma pausa entre tempos...


Tempo...



Se fosse diferença, diria "avizinham-se tempos de mudança"


Se fosse identidade, diria " assemelham-se tempos em que o eu se reafirmará"


Mas que tempo é este ?


Perdido algures entre papeis e recordações que ficam ainda que o tempo se conceba como um tempo no qual tenho tempo para que eu seja, i.e., me revele no mundo, o tempo é mais que isso: Por um lado, porque o tempo é um constante devir, por outro, porque quer ele seja ou não parte de nós ele mesmo é quem deve ser, ou melhor, que subsiste para além de nós. Não se trata contudo de instalar no tempo uma concepção personalista, nem tão pouco de o "animar". Trata-se apenas disto : o tempo é o espaço da acção, o qual, em si e por si, é o único possibilitador pelo qual a minha acção se desenrola.

Mais que um tempo que Hesíodo já narrou na sua grande epopeia, o tempo transcende espaço do kronos, transcendência íntima no , e para, o ser.


O tempo atinge o kairos, i.e., o momento ideal, ou oportuno, para o qual nos preparamos e, ao contrário do kronos, o kairos apresenta-se nublado por entre a realidade sendo que, ao des-velar-se, devemos estar dotados de capacidades para que, no timming certo, esse kairos seja kronos, num sentido algo ilusório dos termos.


Ora, kairos no kronos é nada mais nada menos que o tempo em que o ser se descobre a si mesmo e instala a sua acção no momento ideal, i.e, para o qual ele existe.



Bonitas palavras mas contudo nada dizem. Este subjectivismo em que a filosofia se desenvolve torna-se complicado e esquisito e as capacidades reflexivas tornam-se quase que numa quadratura do círculo na busca de soluções pomposas para a realidade.


Busque-se a essência na filosofia que nasceu do contexto agrário e marítimo. Facilmente nos esquecemos dos degraus daquela escada que já subimos, como um dia disse Nietzsche, mas não esqueçamos, porém, que se subimos é porque a escada existiu e continua a existir nas nossas costas : façamos do futuro um reflexo do bom passado, i.e., das instâncias fixas em que o nosso ser busca a tranquilidade.



P.S. - O tempo da espera é algo curioso : nem é kairos , nem kronos. É uma instância temporal em que poucos queremos estar. Mas se há espera é porque esperamos acção. Assim, façamos da espera tempo de acção e esta deixará de ser espera. (faltam cerca de 1h30m de espera...)